terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Sintoma

Duas coisas que ocorreram naquela noite. A primeira sentia que sua voz não saiu e estava com muita vontade de berrar. A segunda que os objetos do seu quarto não estava no seu lugar antes de apagar a luz.
Mas quando os primeiros raios de sol apareciam, a situação voltava ao normal e levantava agoniada suando.
Isso começou a repetir alguns dias da semana, depois no mês, no próximo e quando viu, já estava ocorrendo há um ano.
Não estava mais aturando isso, já estava estava com insônia perturbada, paranóico, irritado e falava só em raras situações, sua vizinha de casa, estava acompanhando isso, por alguns meses. Então resolveu tomar uma atitude, ligou para o Doutor Godofredo e pediu para ir na causa do vizinho.
Numa tarde quando estava dormindo, é acordado com o som alto da campainha e ficava doendo na sua cabeça; levantou e abriu a porta. Nela estava um homem alto com um jaleco branco e com sorriso ponta a ponta do rosto e sua vizinha com um vestido sem vida e um casaco de linha com um olhar preocupado e entrava um forte sol ao seu rosto, impedindo de ver a rua.
Logo após disso desmaiou. Abriu os olhos. Estava na sua sala com a vizinha e o médico. Após de uma conversa formal, disse ao médico tudo que estava acontecendo.
Então o Doutor fechou os olhos com o rosto muito sério, até com um aspecto mau. Falou algo rapidamente com as palavras emboladas e deu um remédio e saiu rapidamente da casa.

por Isabel Pessoa

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