terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ame – Érica


Finalmente fora posto a lista de inscrições para a apresentação dos alunos da escola de música Tim Maia, onde vocalistas, guitarristas, pianistas, entre outros, formariam bandas para tocar na grande noite.
Érica Roosevelt, aluna de guitarra do professor Joel Lourenço, babava ao ver tantas bandas se inscrevendo, sendo que ninguém a procurava, pois era aluna nova, mas, num súbito momento sua amiga Catarina Loyola apareceu e a convidou para tocar com ela e mais outra amiga no show. Érica se sentiu lisonjeada, pois acabara de entrar numa banda convidada por um baterista, coisa difícil de encontrar hoje em dia.
Às oito horas do dia seguinte as três iam se encontrar para ensaiar num estúdio em São Gonçalo; Érica, apesar de morar no final da Avenida das Américas, na Barra, chegou meia hora antes das outras. Pouco depois das duas, Nayara, a baixista, chegou atrasada. A partir daquele dia, elas se tornaram as melhores amigas.
No dia da apresentação, todas chegaram cedo e fizeram algo inédito, apenas tocaram uma música, mas era uma música escrita por Érica chamada Nozes Somos América. Apesar de ser a única música, uma pequena amiga das meninas chamada Espartovodka fez com que elas repetissem o refrão tantas e tantas vezes que compensaram o tempo delas. Fizeram tanto sucesso que um empresário, Roberto Baiano, as colocou no auge da carreira. Érica, de 17 anos, Catarina, de 16, e Nayara, de 15, lançaram seu primeiro álbum Nozes Somos América, claro que com a música de mesmo nome com seus quatro minutos finais apenas com o refrão. Também compuseram Éricatarinayara e Us Tados Nidos.
Tudo ia ótimo com a banda denominada Cana, feita pelos sufixos e prefixos do Power trio, que virou quarteto com a adição da guitarrista Giovanna, filha de Baiano, que logo se enturmou com a banda, agora denominada Gincana. Mas tudo veio abaixo em novembro de 2009. A banda ia ter um show, mas Érica, pela primeira vez, estava atrasada e estava a caminho da Cidade da Música. Chovia muito, o trânsito “aquaplanava” na Avenida das Américas. Devido a isso, um carro que estava fazendo um retorno, se chocou com o carro de Baiano e o fez capotar. Baiano saiu ileso, mas a felicidade se destruiu naquele dia. Baiano e as garotas sofriam no camarim, e desde então o espírito multi-americanista se diluiu, e as três pararam de se falar por meses. Foi aí que conflitos americanos tomaram parte, brigas por causa da ALCA, entrada ilegal nos Estados Unidos. Conflitos entre Colômbia e Equador, Brasil e Argentina, Cuba cada vez mais excluída. Foi quando todos começaram a se perguntar, onde estão as heroínas da paz entre as Américas.
De repente, as três vendo o que estava acontecendo com o continente, viajaram pra Brasília e começaram a tocar em frente ao Planalto Central. Quando estavam à beira da repressão, começaram a tocar alucinadamente Nozes Somos América repetindo os refrões cantando Nozes somos Érica. Com a ajuda da mídia local, o acontecimento foi transmitido pelo continente inteiro, e todas as nações começaram a se redimir na mesma hora. Foi inusitado, as meninas cantavam Nozes Somos Érica, Nozes Amamos-Érica e finalmente Nozes Ame-Érica. E a banda continuou com esse nome tocando e homenageando a amiga com a banda Ame-Érica.

Por: Felipe Filgueiras

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