Alan Eusébio de Alcântra era um empresário bilionário que comandava a empresa de vodka Esparta, herdada de seu pai Eugênio de Alcântra. Tudo ia bem em sua empresa, vinte anos de superávit, exportação da Espartovodka para todo o mundo em alta, conta bancária recheada etc. Mas um dia, um de seus braços-direitos lhe informou que havia ouvido boatos sobre um complô forjado por sua mulher gananciosa, Rita, e alguns de seus funcionários de alto escalão. Foi aí que decidiu investigar, mas de nada suspeitava. Mesmo assim dormiu preocupado e sonhou que lia a mente, até que uma voz do além lhe disse para não ir muito longe, ou ficaria muito longe do perto. Nessa mesma hora acordou e começou a sentir uma tremenda dor de cabeça.
Quando foi trabalhar, notou que após mandar seu motorista virar uma esquina por onde sua ex-mulher estava passando, atrasou o expediente do motorista. Foi quando começou a ouvir reclamações dele, só que eram pensamentos, já que o motorista não abria a boca. Percebeu que realmente podia ler mentes.
Passou então a ler a mente de seus funcionários, seus sócios, suas secretárias preferidas etc. Entrava nas salas procurando respostas para a sua suspeitas, mas tudo o que ouvia era ´´ Que idiota, ele não fez o relatório ``, ´´ Ah! Como eu to cansado!``, ´´ Como a Diana ficou turbinada depois do implante, hmm! `` ou mesmo ´´ Pô, como esse Alan é um cara bacana !`` Ficou então com um certo alívio, apesar do tal implante que não concorda muito com a empresa. O problema é que agora não sabia muito o que fazer com esse novo poder. De repente, quando estava na sua sala no trigésimo quinto andar, começou a ouvir uns ruídos da rua, era sua ex-mulher entrando no edifício pensando numa estratégia de lhe roubar tudo que o divórcio não cobriu, mas estava muito distante para ouvi-la nitidamente. De repente Alan levantou-se e se jogou contra a janela do seu escritório, mas sua resistência preveniu-lhe de tal suicídio, apenas seu psicológico a atravessou e desceu à portaria, agora podia ouvir pensamentos e falas de pessoas sem estar presente.
A seguiu então até a sala de reuniões, lá ouviu toda a falcatrua e pensou: ´´ E agora, que faço para impedi-los? Retornarei a meu corpo e os interceptarei. Chegando lá entrou em seu crânio, mas não se reativa. Estava morto, pois foi ´´acefalado``, e sua mente era nada mais nada menos que sua alma agora.
Por: Felipe Filgueiras
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